terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pensava eu

As lembranças que me rodeavam costumavam deixar um cheiro conhecido no ar e até um princípio de susto, medo de que não fossem embora nunca mais. Eu não lembrava bem quando haviam chegado, mas quando me dei conta de que não sabia porque se recusavam a sair, me deixaram. Primeiro quis sentir-me só, como não houvesse mais a dependência que criei, senti-me plena. Temi não saber como agir, mas aprendi que quando a gente não sabe acaba por agir da maneira que é. Agora estava liberta, ao descobrir que quaisquer novos sentimentos - ainda que por um velho amor - serão sempre novos sentimentos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MEDO!

Eu tenho medo de fechar os olhos agora, por que não sei o que vou ver quando tudo estiver escuro. Tenho medo de ver a luz dos olhos teus, ou como eu era feliz ao teu lado. Será que ao menos você sentirá minha falta? Me pergunto isso sem parar. Estou contendo as lágrimas, e nem sei ao menos o porque. Acho que estou sendo forte [tentando], como meus amigos disseram para ser. Mas sem você eu desisto. Desisto do amor, e agora me esconderei dele. Será um acordo, porque sei que não voltarás atrás e terei de aprender sozinha a viver sem você. Não se tem escolha. Tudo acabou, desabou. Desabou como sempre acontece comigo. Já me acostumei com isso, mas sei que difícil será me acostumar a ficar sem tua pele, teu cheiro, teu jeito, teus beijos; e principalmente sem teu amor [se é que que ele realmente existiu]. Mas no final, tudo vai dar certo. Disso tenho certeza, pois nossos destinos não se cruzaram por acaso naquela manhã.

intensamente!

Eu vivo em um paradoxo. Vivo entre o bem e o mal e ainda não sei ao certo qual me cai melhor. Eu sou abstrata, então não me dê regras porque eu nunca pretendo segui-las; eu sou livre. Eu posso voar, se eu quiser. Mas se não estiver em um bom tempo, eu posso apenas caminhar por entre pessoas e sorrir como se nada estivesse ocorrendo. Mas isso não faz o meu tipo. Eu gosto do amor, de suas faces e facadas, gosto do contraditório e do irrelevante. O tempo é meu maior inimigo. A hora passa de uma vida inteira, os segundos fazem par com o pulsar, e as estrelas nunca aparecem no mesmo lugar. Gosto também da noite, do frio e das lembranças. Lembrar dos perfumes que passaram por minha vida, alguns bem esquecidos e outros que opto por não esquecer. Pessoas podem ser interessantes ou não, mas tudo dependerá das cores. São elas que devem ser minusciosamente observadas e descritas, como bem a tua crítica entender. Algumas cores nos fogem quando mais precisamos delas, quando nos apegamos àquele tom. Elas se perdem pelo caminho, nos deixa mágoas e não necessitam voltar. Mas se elas não voltam, talvez eu não as devo buscar. Destino, palavra forte e desculpa para pessoas fracas não viverem como querem. Eu vivo intensamente, eu quebro a cara, choro, volto, amo, danço, caio, machuco, deixo mágoas em algumas pessoas, mas sempre estou disposta a viver mais. Espontâneamente e instantaneamente.