Escritora de Literatura infanto-juvenil, Estudante, Auxiliar Administrativa, Sonhadora. [...] Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever. - Clarice Lispector.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Mantenha Distancia !
” Tudo parecia estar bem. Parecia. O que trás dúvidas. A verdade ? Não estava nada bem. E por mais que tentássemos fingir, a realidade logo foi ganhando espaço. E junto com ela foi surgindo a distância. A distância entre nós. E mesmo que pertos um do outro, parecia que havia um enorme espaço entre nós. E tudo se tornou embaçado. Cada vez fomos nos distanciando mais. Até nos tornarmos como completos estranhos. Que, mesmo depois de tanto tempo, parecia que era a primeira vez que nos viamos. O que aconteceu com a gente ? O que foi tudo isso ? Porque tudo isso aconteceu ? Perguntas e mais perguntas, e simplesmente nenhuma resposta. O mais incrivel é você achar que conhece totalmente uma pessoa, e depois ver que verdadeiramente nunca a conheceu. E por mais idiota que isso possa ser, machuca. “
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Não consigo !
Eu não consigo fingir sempre. Às vezes me escapa um pouco de infelicidade, de impaciência e solidão. Mesmo perto. Não se sinta mal, a culpa não é sua. É algo que acontece por dentro, como se meu coração não pertencesse a mim, e o resto do meu corpo o rejeitasse lentamente. Tudo bem, talvez você acelere isso. Mas, ainda não descobri se isso é de fato ruim. Pode ser divertido sentir com o pulmão, não me faltaria ar no começo, e nem no fim. Pode ser divertido sentir com o estomago, e querer sempre mais. Por gula. Sempre me acostumei com o ritmo inconstante da minha vida, então, isso não seria nada. Talvez eu seja apenas mais um talvez, tentando ser certeza. Tentando ser para sempre, e parando sempre pela metade. Talvez eu seja a descoberta do século, e consiga viver sem coração. Para sempre
sábado, 1 de outubro de 2011
A cada lembrança, uma lagrima..
“São tantas lembranças, sabe? São tantos momentos para tão pouco tempo de esquecer. São tantas perdas. Tanta saudade. E agora eu tô revivendo tudo outra vez. E é Horrivel. Porque eu sei que isso tudo já deveria ter sido jogado no lixo a muito tempo. E eu tento distrair. Tento fingir que não sinto nada. E cada vez mais, uma culpa me possui, dizendo que eu não deveria ter te deixado ir embora. E ainda me pergunto se é normal mesmo ou se é coisa da minha cabeça. Sei lá, parece alucinação. É que eu pude perceber que realmente preciso de você. Preciso mais do que achava. E eu… bem, eu ainda tenho milhares de planos em torno de nós dois. Sabe, eu não consigo parar de pensar no nosso plural. Vez ou outra eu acabo me convencendo de que você não precisa de mim. Sabe como dói? Sabe como que dá uma vontade descontrolada de chorar? De gritar? De te ter só pra mim? Não, dessa vez você não vai saber. Porque só eu sei. Só eu sei o quanto eu preciso da sua presença. Só eu sei como eu queria que tudo que imagino se realizasse. Como eu queria ter o teu sorriso. Como eu queria que você fosse pra sempre, diferente de todos os outros. Porque eu abriria mão de tudo para que isso que nós temos fosse verdadeiro. Sei lá, sabe? Ninguém nunca vai entender. Do quanto eu preciso do seu sorriso todos os dias. Do quanto eu penso no seu nome. De todas as vezes que eu tento fugir quando o assunto é nós dois. Eu tento voltar pro passado sempre. E dói, caralho. Dói, porque você nunca mais viveria aquilo outra vez. Dói porque eu sei que se um dia eu precisar de você, vou apenas criar expectativas de ser ajudada. Eu sei que nós nunca mais seremos o que já fomos. Eu sei que tá tudo indo embora vagarosamente. E eu ainda tô aqui, sabia? Eu ainda tô aqui, te esperando voltar. Eu tô esperando sua felicidade, eu tô esperando ver você do meu lado outra vez. Eu tô precisando de qualquer sinal que me diga que você não partiu completamente. Volta? Não vai ser ruim.”
- Coração Gelado!
Os dias se tornaram os mesmos para ela. Acordava com vontade de ir dormir novamente, só para evitar qualquer tipo de decepção. Não era exatamente carência, mas era vontade de ter algo que não podia. Alguém. Passava as tardes inventando os mesmos planos de sempre, os mesmos diálogos, nos mesmos lugares com as mesmas pessoas. Ela era fria, totalmente fria. Seu coração era congelado, para falar a verdade. Ela não queria se machucar de novo. Suas lágrimas já eram suficientes para mostrar o quão ferida ela estava. Ela queria começar do início, mas não podia. Deitava na sua cama e se cobria com o edredom mais quente que tinha. Lia livros, lia histórias de amor. Talvez isso poderia fazê-la acreditar que algo pode existir entre duas pessoas sem que uma tenha que sair ferida no final. As pessoas tinham um olhar diferente sobre aquela garota… ela era meio diferente demais. Nunca se sentia capaz de fazer algo descente. Todos conseguiam perceber que ela estava acabada, machucada, iludida. Todos percebiam que ela embarcava numa luta para achar um sorriso verdadeiro no meio de todos os teus choros. Ela deveria ser forte, mas sua força havia ido embora a muito tempo. Ela não era de ferro, muito menos resistente. Ela queria dar um tempo com tudo e finalmente poder colocar as coisas em seus devidos lugares. Ela tentava reconstruir a si própria. Era movida por lembranças e recordações de algo que nunca mais vai voltar. Sua felicidade? Provavelmente. Ela estava esgotada e não via graça em nada. Era como se o vento pudesse lhe derrubar. Era exatamente assim.
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