“São tantas lembranças, sabe? São tantos momentos para tão pouco tempo de esquecer. São tantas perdas. Tanta saudade. E agora eu tô revivendo tudo outra vez. E é Horrivel. Porque eu sei que isso tudo já deveria ter sido jogado no lixo a muito tempo. E eu tento distrair. Tento fingir que não sinto nada. E cada vez mais, uma culpa me possui, dizendo que eu não deveria ter te deixado ir embora. E ainda me pergunto se é normal mesmo ou se é coisa da minha cabeça. Sei lá, parece alucinação. É que eu pude perceber que realmente preciso de você. Preciso mais do que achava. E eu… bem, eu ainda tenho milhares de planos em torno de nós dois. Sabe, eu não consigo parar de pensar no nosso plural. Vez ou outra eu acabo me convencendo de que você não precisa de mim. Sabe como dói? Sabe como que dá uma vontade descontrolada de chorar? De gritar? De te ter só pra mim? Não, dessa vez você não vai saber. Porque só eu sei. Só eu sei o quanto eu preciso da sua presença. Só eu sei como eu queria que tudo que imagino se realizasse. Como eu queria ter o teu sorriso. Como eu queria que você fosse pra sempre, diferente de todos os outros. Porque eu abriria mão de tudo para que isso que nós temos fosse verdadeiro. Sei lá, sabe? Ninguém nunca vai entender. Do quanto eu preciso do seu sorriso todos os dias. Do quanto eu penso no seu nome. De todas as vezes que eu tento fugir quando o assunto é nós dois. Eu tento voltar pro passado sempre. E dói, caralho. Dói, porque você nunca mais viveria aquilo outra vez. Dói porque eu sei que se um dia eu precisar de você, vou apenas criar expectativas de ser ajudada. Eu sei que nós nunca mais seremos o que já fomos. Eu sei que tá tudo indo embora vagarosamente. E eu ainda tô aqui, sabia? Eu ainda tô aqui, te esperando voltar. Eu tô esperando sua felicidade, eu tô esperando ver você do meu lado outra vez. Eu tô precisando de qualquer sinal que me diga que você não partiu completamente. Volta? Não vai ser ruim.”

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